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Paz nas Escolas

por Ana Prestes, em 04.12.08

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desenho da aluna: Isabela Nogueira da Escola Municipal Maria Aracélia - Betim fonte: www.semeandopaz.blogspot.com

 

Ontem participei de um debate na TV Horizonte sobre Violência nas Escolas. A primeira pergunta da apresentadora foi: as escolas estão preparadas para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade? Juro que ela me pegou, quais escolas? públicas ou particulares? municipais, estaduais ou federais? Quais mudanças mesmo? Desenvolvimento dos meios de comunicação de massa? Onipresença da internet? Consumismo avassalador?

Acabei teorizando, disse que as escolas estavam "desafiadas" e elas realmente estão, preparadas mesmo penso que algumas, bem poucas. Sem dizer que mudar sempre é uma luta, a força da tendência à conservação é sempre um obstáculo gigante a ser vencido.

Depois o debate fluiu, discutimos Violência nas Escolas que é algo muito mais amplo do que se pode imaginar. Tem a violência entre os alunos, dos alunos para os professores, dos professores para os alunos, da direção para os professores, da direção para os alunos, dos alunos para a direção... sem dizer a influência da comunidade, porque é claro que a escola se transforma em um palco dos conflitos sociais do bairro e da comunidade, a violência do salário baixo para os professores, da falta de condições de trabalho, da falta de condições para o estudo, da falta de computador, de biblioteca, a exposição imoral dos pais inadimplentes como se devessem ser apedrejados em praça pública, a segregação dos alunos "mal pagadores" dentro das escolas particulares.

A questão é saber quando acaba o conflito e começa a violência, física, verbal, subjetiva ou concreta. O conflito faz parte, e é até saudável aprender a lidar com ele, pode ser um instrumento educativo para uma relação mais dialógica, democrática e participativa entre pais, alunos, escola e comunidade em geral. Já a violência amedronta, aterroriza, desgasta, afasta, isola.

É preciso mais do que nunca construir as possibilidades para o desenvolvimento de uma Cultura de Paz nas Escolas e na Sociedade!

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publicado às 12:49



Cientista política e militante comunista. Altamira é uma homenagem à minha vó, Maria Prestes, e a todas as mulheres que, na luta por justiça e democracia, abdicaram do próprio nome.

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